terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

                    RELAÇÃO DO DIRETOR  COM O ORIENTADOR EDUCACONAL NA UNIDADE ESCOLAR



       Por Ismeni Lima de Moura
       Orientadora Educacional

• O Diretor deve se inteirar da Instrução Normativa N°008 , de 15 de junho de 2011 bem como da Proposta de Trabalho do Orientador Educacional, (esclarecemos que foi envidada uma copia para o Orientador Educacional da DRE, bem como está postada neste Blog , na pasta Formação) afim de melhor subsidiar e direcionar o trabalho do Orientador Educacional.

• O Diretor deve assegurar e direcionar o trabalho do Orientador Educacional para uma pratica interdisciplinar junto aos professores, tendo em vista a humanização do Currículo escolar.

• O Diretor deve assegurar e direcionar para que a pratica do Orientador Educacional em relação aos alunos esteja fundamentada num pratica coletiva, problematizadora e contextualizada.

• O Diretor deve solicitar no inicio do ano letivo o plano de ação do Orientador, para que possa acompanhar sua exucação. Ressaltando que este plano deve priorizar ação respaldada em pratica interdisciplinar, coletiva e contextualizada voltadas para o universo global dos alunos.

• O Diretor não deve permitir que o Orientador Educacional desenvolva seu trabalho direcionado por uma pratica tradicional e retrógada, caracterizado somente em aconselhamento individual e em disciplina escolar.

• O Diretor deve direcionar o trabalho do Orientador Educacional para todos os alunos da escola e não somente para os alunos que apresentam comportamento inadequado.

• O Diretor deve solicitar o feedback do trabalho do Orientador Educacional através da sistematização e da tabulação de dados, tendo em visto a socialização com a equipe escolar bem como a continuidade do processo.

• O Diretor deve assegurar a disponibilização de arquivo e pastas que o Orientador Educacional organize o seu trabalho por turma e turno.

• O Diretor deve envolver o Orientador em todas as discussões de cunho pedagógico da escola.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Importância do Registro e da Sistematização na Orientação Educacional


Por Ismeni Lima de Moura
Orientador Educacional


Todos sabem que o ato de registrar é primordial para o sucesso de toda e qualquer ação pedagógica, pois é através do registro que se torna possível a sistematização das ações cotidianas, Sem a sistematização, não há diagnostico, não há seqüência, não há acompanhamento e muito menos a visualização e divulgação dos resultados e sem resultados como podemos falar em credibilidade de uma respectiva ação.
No trabalho da Orientação educacional mais importante que registrar é o ato de sistematizar todas as informações pertinente ao trabalho do Orientador, o que viabilizará o direcionamento do seu trabalho ao objetivo que se pretende alcançar. Só mediante a sistematização é que o Orientador poderá acompanhar de fato o desenvolvimento dos alunos durante o bimestre, semestre e anos consecutivos, pois ao terminar um ano e iniciar outro não se deve atuar ignorando o ano anterior e sim dá seqüência a todo o trabalho realizado. O registro e a sistematização deverão possibilitar um levantamento de dados, viabilizando um olhar global e ao mesmo tempo individualizado das ações trabalhadas.
Não podemos esquecer que se tratando da Orientação Educacional o ato de sistematizar está normatizado em lei como uma atribuição do Orientador Educacional. Como podemos observar a seguir:

Art. 8º - São atribuições privativas do orientador educacional:
f- Sistematizar o processo de intercâmbio das informações necessárias ao conhecimento global do educando.
(Regulamentação a lei nº 5.564 de 21 de dezembro de 1968, que prove sobre o exercício da profissão de orientação educacional.)

Há várias formas de se tabular os registros e informações da Orientação, uma maneira bem simples que Orientador Educacional pode estar fazendo é a tabulação por série e por turno, por exemplo: 6º ano- matutino - quantas intervenções foram realizadas, e o porquê, houve solicitação? Quantas sessões coletivas foram realizadas, quais foram às temáticas abordadas, qual foi o resultado, quantos alunos foram encaminhados, quem os encaminhou? Quantos foram atendidos, (não se esquecendo de registrar os nomes dos alunos, os motivos dos encaminhamentos e os resultados). Quais os alunos que se fez necessário solicitar a presença dos pais, quanto e quais os pais que visitaram a escola. Quais os alunos que foram advertidos, oralmente por escrito e suspensos e porque foram tomadas estas medidas (registrar as seqüências dos fatos), em fim, todas as ações realizadas naquela turma, o mesmo deverá ser feito em todas as turmas, depois você poderá tabular as outras ações realizadas pela OE, como reuniões, eventos, conselhos de classe, orientação profissional, enfim tudo que o Orientador vem desenvolvendo na escola. Esta tabulação deverá ser feita impreterivelmente todos os finais de ano e ser arquivado em um só documento que poderá ser condensado, assim o orientador terá maiores condições de avaliar o seu trabalho, assim como repassar para a equipe escolar , dados concretos e preciso do seu trabalho, proporcionando uma avaliação coletiva, fator fundamental para o sucesso da escola.
Todos esses levantamentos poderá ser convertido em um levantamento estatístico, em percentuais, por exemplo quantos % de alunos do matutino, vespertino e noturno foram encaminhados, quais foram os motivos, por exemplo quantos % dos alunos encaminhados por indisciplina, pela não realização de tarefas, não uso do uniforme e etc., quantos por % de alunos do sexo masculino foram encaminhados e do sexo feminino e seus respectivos motivos. Enfim os dados deverão ser tabulados respaldados nos critérios de atuação da OE. Estes dados certamente serão um instrumento valioso para escola, no sentido de planejamento e redirecionamento da prática pedagógica, viabilizando ações respaldadas em dados concretos, desta forma o Orientador Educacional estará compartilhando com toda a equipe escolar os resultados do seu trabalho, viabilizando maiores condições para que a mesma compreenda a essência da OE e conseqüentemente o Orientador estará conquistando maior credibilidade, condição indispensável o estabelecimento de parcerias.
Não há necessidade de tabular bimestralmente por série, no entanto, se faz necessário fazer um levantamento das ações realizadas, o que foi feito em quantidades e resultados, podendo ser feita de uma forma geral. Semestralmente se faz importante tabular por série uma vez que o Orientador já apresenta bastantes dados do seu trabalho. É importante ressaltar que durante o ano letivo os dados não sigilosos deverão ser repassados para a equipe pedagógica e professores, contribuindo assim para uma avaliação e uma prática pedagógica voltada para o contexto de vida em que o aluno está inserido, portanto mais justa.
Outro assunto de muita importância para o sucesso do trabalho do Orientador que não podemos deixar de mencionar e que em muitos casos não é dado a merecida atenção por parte de alguns Orientadores se diz respeito a divulgação do trabalho da Orientação Educacional.
E notório a realização de trabalhos e projetos interessantíssimos pela Orientador, que vale a pena serem compartilhados, no entanto os mesmos não divulgados nem mesmo na própria escola em que se atua. Uma fala muito comum entre os Orientadores Educacionais é que se trabalha muito nos bastidores, o trabalho realizado nos bastidores tem os seu valor, no entanto, é muito importante que o Orientador Educacional, divulgue suas ações, isso favorecerá a indispensável formação de parceria com a equipe pedagógica, professores e alunos, assim como uma maior compreensão dos objetivos e fundamentação da OE, sem falar que quando o corpo docente e discente conhece de fato o trabalho do Orientador Educacional, percebe-se uma maior credibilidade e interação uma vez que não nos sentimos atraídos a colaborar com aquilo que desconhecemos.
O Orientador Educacional poderá está divulgando o seu trabalho de várias formas, como por exemplo em murais informativos, onde poderá estar sendo exposto fotos, relatórios e boletins informativos bem como o percentual dos resultados do trabalho. O boletim informativo é uma forma bem interessante de divulgar o trabalho do Orientador, podendo aproveitar o espaço para dicas de estudo e relacionamento intra e inter pessoal, esse boletim deve ser de uma linguagem simples e objetiva, além de um aspecto alegre e colorido, os mesmos deverão ser distribuídos para os professores, representantes de turmas, em reuniões de pais, para o Orientador da DRE e SEDUC-Sede.
Acreditamos que desta forma haverá uma transparência maior das ações da O.E e conseqüentemente um maior envolvimento; é preciso que orientador deixe “marcas” por onde passa, marcas estas traduzidas em ações que reflita credibilidade na educação e confiança em dias melhores para as nossas crianças, jovens e adolescentes, enfim em uma sociedade mais justa e fraterna.
O respeito mutuo é conquistado mediante o estabelecimento de um vinculo de confiança e cumplicidade com o outro. É preciso fortalecer a imagem e leitura do que realmente representa a Orientação Educacional no contexto pedagógico, mediante a ação de um profissional dinâmico e proativo, e que acima de tudo prima e contribui para uma prática de ensino qualitativa portanto, reflexiva, planejada, direcionada sistemática, contínua, coletiva e essencialmente humana.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

RESPONDENDO...



Como se dá a relação do Orientador Educacional com a direção da escola?

Resposta: Ismeni Lima de Moura

A relação deverá ser a mais estreita possível, todo o desenvolvimento do trabalho do Orientador deverá ser compartilhado pelo gestor desde o planejamento que deverá estar integrado ao Projeto Político Pedagógico da Escola, até o desenvolvimento de todas as ações, desenvolvidas no cotidiano escolar. O diretor deverá compreender a intencionalidade de toda ação proposta e desenvolvida pelo Orientador, e para que isto aconteça, cabe ao Orientador Educacional desenvolver um trabalho com objetivos claros e metas específicas, respaldada no contexto social, político e cultural que a “vida” da escola está inserida. O Orientador deve perceber na figura do diretor aquele que deverá canalizar o que é de mais importante para o sucesso da escola, portanto se o mesmo não vê a Orientação como uma “ferramenta” indispensável na grande engranzagem chamada educação, conseqüentemente, não mobilizará esforços suficientes e adequados para proporcionar condições para a solidificação efetiva da Orientação Educacional. Neste contexto o Orientador deverá sempre estar apresentando a intencionalidade de cada ação, a qual deverá estar munida de uma boa fundamentação e de argumentos convincentes. O Orientador não poderá esquecer-se de compartilhar com muita propriedade com o gestor o resultado do seu trabalho. Acredito que mediante um trabalho compartilhado, embasado e fundamentado nos objetivos da escola, resultará em credibilidade, e conseqüentemente numa relação de cumplicidade, relação esta que a escola sairá ganhando, pois um trabalhado articulado é fortalecido e uma vez fortalecido terá maiores condições de superar os obstáculos e desafios encontrados.

E a relação com a família, quais estratégias são adotadas para que esse feedback tenha êxito?
A integração família/ comunidade/escola é uma responsabilidade de todos, só através de um planejamento e de um currículo integrado e coeso onde se divide responsabilidade em prol de um só objetivo e que será possível alcançar êxito no que se diz respeito a relação com a família. A escola deverá ter uma política bem fundamentada de integração, onde todos falem a mesma linguagem, não adianta falar em integração sem que haja espaço efetivo para que esta integração ocorra de fato. Quanto à mediação entre orientador e pais, o orientador deverá sempre orientar aos pais a melhor maneira de mediar conflitos nas diferentes fases da criança e do adolescente. Pois muitas vezes os pais escolhem os piores caminhos por não conhecer qual o melhor.

Você poderia relatar um momento marcante na sua atuação como Orientador Educacional?
Na verdade tive vários, mas teve um que ficou muito vivo em minha memória e em meu coração, um determinado aluno estava tão revoltado com a vida, que fabricou uma bomba caseira e ameaçava a escola constantemente com telefonemas não identificados fazendo ameaças. Descobrir quem era o aluno quando ele entrou na minha sala pela primeira vez mais parecia um zumbi não parecia estar vivo, de tão detonada que a sua vida estava.
A escola cobrava o uniforme (camiseta) ele não tinha comprado ainda e como passava por tantas dificuldades, todo o dinheiro que conseguia, fazendo bico, o uniforme nunca era prioridade. Dei lhe o dinheiro emprestado para comprar a camiseta, poderia ter lhe dado, no entanto quis mostrar que confiava nele, quis que ele percebesse que eu enxergava aquilo que ele já não conseguia mais enxergar em se mesmo, dignidade. Naquele dia decidir ouvi-lo, e disse que acreditava nele. Poucos dias depois este rapaz entrou na minha sala, irreconhecível, não parecia mais a mesma pessoa. Estava limpo, bem vestido, e com um grande sorriso disse: “professora vim pagar à senhora o dinheiro que me emprestou, e lhe agradecer, percebi que havia esperança para mim e fiz algumas reconciliações na minha vida, me reconciliei com Deus e comigo mesmo, muita obrigada aqui está o seu dinheiro. Eu vou embora arrumei um emprego numa firma, tenho que optar em trabalhar ou estudar, e no momento cabe a mim optar em trabalhar , um dia poderei estudar. Eu disse emocionada que poderia ficar com o dinheiro que a camiseta era um presente, más ele disse, por favor aceite, eu me sinto muito bem , em devolver este dinheiro para a senhora.
Já se passaram aproximadamente 10 , mas aquele sorriso, aquele olhar continua limpo e nítido no cofre das minhas lembranças.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pessoas Especiais

                                                              Pessoas Especiais                                                   

                                                  De que são feito Pessoas Especiais?

Por Ismeni Lima de Moura

Pessoas especiais são feitas, de uma boa dose de solidariedade, dignidade, garra, força, inteligência, honestidade, determinação, sensibilidade, enfim pessoas especiais são feitas de brilho e luz, mas não qualquer luz e sim luz própria, luz esta que expande que ilumina que deixa rastro de vida e beleza e perfume por onde passa;

Pessoas especiais são feitas de perfume, mas não qualquer perfume, e sim perfume da alma, perfume que deixa um cheiro diferente onde põe as mãos, pois pessoas especiais têm mãos de anjo estendida aquele que precisa que encoraja que levanta a quem está adormecido;

Pessoas especiais têm mãos de anjo e pés de guerreiro, que luta que corre que desbrava que marca o chão por onde pisa;

Pessoas especiais têm o coração cheio de encantos, sonhos, lutas, coração voltado para o próximo e olhos no alto onde está Deus, por isto pessoas especiais são semelhante às estrelas, seu brilho vai muito mais além dos limites onde habita.

Orientador Educacional saiba que você é uma ser extremamente especial. Projeto de Deus! Pois suas mãos e acima de tudo seu coração está marcado por um lindo e sublime propósito, propósito este que impacta e transforma vidas!...

Parabéns!

Que em 2013 todo propósito da tua existência exale um delicioso e suave perfume  na vida e especialmente na alma de todos aqueles que forem tocado por te.
Que  seja um ano  iluminado, perfumado, cheio de conquistas!  Que seja muito especial, pois um ano especial é feito de pessoas especiais assim como você!
Conte comigo , estou aqui, andaremos juntos, pois é da unidade que procede a verdadeira força que nos leva a vitória.

Ismeni Moura